História de Manhumirim
História
Publicado em 03/08/2022 14:53 - Atualizado em 24/01/2025 15:44
Manhumirim está localizada entre as serras do leste (Zona da Mata) do Estado de Minas Gerais, a pouco mais de 300 quilômetros de sua capital, em posição muito favorável, uma vez que a cidade encontra-se próxima das principais vias de acesso do país. É servida pelas rodovias estaduais MG-111 e MG-108.
Área Total: 183.588 KM2.
Densidade: 123,6 hab/KM2.
Clima Tropical de Alitude.
Altitude: 618 metros.
IDH (PNUD/2000 - 0,732 - Alto.
Etimologia
"Manhumirim" é um termo de origem tupi. Sua significação é controversa: alguns acreditam que significa "chuva pequena" (manã-mirim), enquanto outros interpretam como "pequeno campo da chuva" (através da junção de amana, "chuva", nhum, "campo" e mirim, "pequeno"). Outros, ainda, atribuem o significado "rio pequeno".
O município possuí 15 bairros, 18 avenidas, 210 ruas, 19 praças, 04 travessas,
Municípios Limitrofes
Alto Jequitibá, Martins Soares, Manhuaçu e Luisburgo e Reduto em Minas Gerais e Iúna, Espírito Santo.
Turísmo Ecológico
Parque Natural Municipal Ecológico M. Sagui da Serra
O Parque do Sagui está localizado no Córrego da Caatinga Zona Rural de Manhumirim-MG, com uma Altitude média de 1.000 a 1.500 metros em relação ao nível do mar, localizado no Bioma Mata Atlântica Montana com Ecossistema de Floresta Estacional Semidecidual. O Parque é o maior fragmento de floresta remanescente da região de Manhumirim, o local abriga um importante manancial hídrico que abastece a cidade. Coordenadas: 20º 21' 29“ S, 42º 01' 20” W.
História
O Parque do Sagui é uma Unidade de Conservação da Natureza incluso na categoria de Unidade de Conservação de domínio público e proteção integral como os demais Parques Nacionais e Estaduais. As atividades nele permitidas são; visitas, educação ambiental e pesquisas, não sendo permitidas quaisquer atividades que acarretem em impactos ambientais ou o uso de quaisquer recursos naturais. O Parque é mantido com recursos do Estado e do Município por meio de um convênio de parceria com a Ong Força Verde que é responsável pela gestão do mesmo. Diferente dos demais Parques do Brasil, para a sua criação não aconteceram desapropriações portanto não gera conflitos de interesses com os moradores e proprietários do seu entorno, o terreno que compõe o Parque pertence ao município desde 1934. Possui 90% de sua área coberta por Mata Atlântica Montana em elevado grau de conservação, o ecossistema é o habitat do raríssimo primata que da nome ao Parque o Callithrx flaviceps. Data de criação e N° do Decreto: 05 de junho de 1999, decreto Municipal N°1.545/99.
Infra-estrutura
No local existe a possibilidade de acampar com segurança em um ambiente sossegado sem aglomerações de pessoas.No Camping da portaria exite infra estrutura básica como: Sanitários, lava-pratos e mirante. O parque está localizado a apenas 8km da área urbana facilitando o acesso.
O município está há 25 km de Alto Caparaó,
Parque Nacional do Caparaó
- o Pico da Bandeira, com 2.892 metros;
- o Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros;
- o Pico do Calçado com 2.849 metros;
- o Pico do Cristal, com 2.770 metros, ficando exclusivamente em território mineiro.
Turismo Religioso
*Igreja Matriz do Bom Jesus de Manhumirim
A Igreja Matriz do Bom Jesus em Manhumirim, teve o início de sua construção no ano de 1924 e foi concluída em 1931. Foi projetada e executada pelo austríaco Germano Casagranda, que adotou em suas linhas o estilo neogótico em consonância com o padrão eclético ainda presente naqueles idos. O fato mais notável, no entanto, é o da sua execução, desde a fundação até o cruzeiro da torre, exclusivamente em concreto armado, que nas palavras de seu autor: seria a primeira do gênero na América Latina (BOTELHO, 1987). As obras iniciaram sob o comando do Padre Frederico de La Barrera y Morato – em fins de 1924 - com a derrubada da primitiva capela do Bom Jesus do Pirapetinga. Já em fase final, no ano de 1928, as obras foram interrompidas por questões de ordem econômica e o autor do projeto se retiraria da execução. Estando a igreja a ser finalizada internamente e nos acabamentos, os trabalhos retornaram no ano seguinte. A retomada das obras se deram a partir de doações arrecadadas por parte do então recém-chegado Pe. Júlio Maria de Lombaerd (1878-1944), sendo concluídas em 1931 (BOTELHO, 2011a). Desde então, a construção se destaca como marco arquitetônico local, de uso constante para celebração das atividades religiosas a qual foi
vocacionada. Apresenta-se um satisfatório estado de conservação de todo o conjunto religioso, composto, pelo Seminário dos Sacramentinos de Nossa Senhora (a sudoeste) e uma casa paroquial (a nordeste) que permeiam e definem a divisas de uma praça aberta. Contornando a parte traseira da igreja estão as instalações do antigo Seminário Ubi Caritas. Pequenos acréscimos e detalhes foram sendo praticados ao longo dos anos, mas nada que descaracterize significativamente os planos do projeto original. O conjunto da Matriz, de características ecléticas, conjuga referências pretéritas de dois importantes períodos da história da arquitetura religiosa: planos, composição de volumes e elementos de aspectos góticos e um partido em planta de inspirações tipicamente renascentistas.
Localização
A cidade está a 15 minutos do entroncamento da BR-262, via de ligação entre Belo Horizonte e Vitória, e da BR-116, ligação entre o Rio Grande do Sul e o Ceará, que se cruzam no distrito de Realeza. Também a 30 minutos está a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo.
Até os anos 70, Manhumirim também possuía um acesso ferroviário pela Linha do Manhuaçu da Estrada de Ferro Leopoldina, onde era realizado o escoamento de café das fazendas locais, além do transporte de passageiros aos municípios de Carangola, Recreio e ao Rio de Janeiro. Após a desativação de grande parte da ferrovia, os trilhos foram retirados da cidade em 1973 e sua estação de trens foi posteriormente demolida.
A região onde está localizado o município de Manhumirim, por volta de 1750, era coberta de mata atlântica, característica desta região, sopé da Serra do Caparaó, onde está localizado o Pico da Bandeira.
Naquela época, habitava aqui uma nação indígena que deixou suas marcas e objetos comprovando sua presença na região, e possibilitando um estudo arqueológico. Os bandeirantes já visitavam o local, a procura do então tão cobiçado ouro, esmeraldas e outras pedras preciosas ou alguma descoberta nesta terra repleta de cachoeiras e rica em recursos naturais.
Em 1808, logo que chegou ao Brasil, o Rei de Portugal, acompanhado pela família real, D. João VI, mandou abrir uma estrada em linha reta ligando Vitória à Vila Rica de Ouro Preto, a fim de humanizar mais a vida e dar maior garantia ao avanço pelas serras, rios e matas. Tiveram então que estabelecer pontos de apoio de trecho em trecho, criando através das flores os chamados "quartéis". Eram para o descanso e pernoite dos desbravadores e para a troca de mantimentos e das diligências que iam e viam, trazendo e levando notícias e suprimentos para os trabalhadores.
A estrada real D. João VI passava justamente onde hoje se encontra a cidade de Manhumirim, e existiam alguns quartéis dentro do município.
O primeiro núcleo desbravador surgiu em 1865, o local chamava Pirapetinga, que na língua Tupi quer dizer "salto do peixe branco". Foi iniciado por Manoel Francisco de Paula Cunha, um português que foi o primeiro a se estabelecer, viver e morrer na cidade. Segundo declarou um neto, o avô era desertor da guerra do Paraguai e certamente, para por-se a salvo, embrenhou-se por regiões longínquas e desconhecidas, através da estrada real.
Manoel Francisco de Paula Cunha, em homenagem ao Bom Jesus, de quem era devoto, fez uma doação de uma área para a construção de uma capela e o lugar passou a chamar "Bom Jesus do Pirapetinga". Por volta de 1900 começaram a surgir as primeiras casas e entrepostos comerciais, formando a povoação. A partir desta época começaram a chegar várias famílias de imigrantes vindo de vários países. Compraram terras aqui, e vieram construir uma nova vida. O plantio de café logo despontou como a cultura principal e se tornou fator de desenvolvimento. Em 1914 chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina, dando um enorme impulso aos produtores e possibilitando o início do progresso.
No dia 16 de março de 1924, a cidade emancipou-se, tornando-se de distrito a município, e recebendo o nome de Manhumirim.
Em 1930 foram concluídas as obras da Igreja Matriz do Bom Jesus de Manhumirim, construída no local onde fora doado o terreno por Paula Cunha, onde existia a capela do Bom Jesus do Pirapetinga.
A nova igreja, feita em estilo gótico, foi a primeira igreja construída exclusivamente de concreto armado na América Latina. Concluída pelo padre Júlio Maria de Lombaerde, que se tornou o grande desenvolvedor da cidade, construindo o Hospital São Vicente de Paulo (atualmente Hospital Padre Júlio Maria), o Seminário Apostólico Romano e o Colégio Santa Teresinha, todos com arquitetura marcante.
Hoje o município tem sua economia fundamentada na produção de café e no comércio, mas tendo em vista o seu grande potencial em atrativos, o município começa a se preparar para a implantação do turismo, como forma de alcançar o desenvolvimento sustentável, garantindo assim a preservação dos atrativos para o futuro.
Manhumirim criou o Parque Sagui da Serra, o maior Parque Ecológico Municipal de Minas Gerais (com 375 hectares), e faz parte do recém criado circuito turístico do Pico da Bandeira.
Créditos
Com informações colhidas na Prefeitura e do site https://pt.wikipedia.org/wiki/Manhumirim
Informações do Santuário do Bom Jesus: *Trabalho acadêmico:
Igreja Matriz do Bom Jesus de Manhumirim: O eclético e o
Pioneirismo do Concreto Armado no Interior de Minas Gerais.
Por:
BATISTA, LUCAS PACHECO HERINGER (1); FERREIRA, ADRIANO JOSÉ
OLIVEIRA; BUENO, FERNANDA ALVES DE BRITO - https://www.even3.com.br/anais/simposioicomos2020/243063-igreja-matriz-do-bom-jesus-de-manhumirim--o-ecletico-e-o-pioneirismo-do-concreto-armado-no-interior-de-minas-gera/
por Valdir Vieira